Embora fatores como genética e envelhecimento sejam inevitáveis, a oncologia moderna reforça que o que pode ser modificado tem impacto direto sobre a doença, não apenas na prevenção, mas também na resposta ao tratamento. Estudos mostram que o chamado “microambiente tumoral”, um sistema que envolve células, metabolismo e resposta imunológica, influencia a progressão e a capacidade de crescimento dos tumores, sendo diretamente influenciado pelas condições sistêmicas do organismo.
Alimentação, sono, atividade física e redução do estresse estão entre os fatores que controlam esse microambiente, com efeitos sobre processos metabólicos e inflamatórios ligados à evolução do câncer. “Existe uma ideia de que, depois do câncer, nada mais faz diferença. Isso não é verdade”, afirma o oncologista Guilherme Harada, do Hospital Sírio-Libanês. Segundo ele, hábitos como se movimentar mais, manter uma dieta equilibrada, estar com a vacinação em dia e cuidar da saúde emocional não apenas auxiliam o tratamento, como ajudam o corpo a enfrentar melhor a doença.
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