A morte de Gerson de Melo Machado, 19 anos, após invadir o recinto da leoa Leona no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, em João Pessoa, ganhou novas dimensões depois de um forte desabafo publicado nas redes sociais pela conselheira tutelar Verônica Oliveira. Nas palavras dela, a tragédia “foi construída ao longo de anos de negligência”. Segundo Verônica, que acompanhou o caso de Gerson por quase uma década, “todo o poder público falhou com ele e com a família”.
No vídeo que circula pelas redes sociais, a conselheira afirma que Gerson foi afastado da mãe ainda na infância. A mulher, segundo Verônica, tinha esquizofrenia, a mesma condição diagnosticada na avó materna. A conselheira contou que conheceu o menino aos 10 anos, quando ele chegou ao Conselho Tutelar após fugir sozinho de um abrigo e caminhar pela beira de uma estrada. Enquanto os quatro irmãos foram adotados, Gerson não encontrou uma família. “Começou ali uma saga para ele ser acolhido. Ele foi rejeitado repetidamente”, disse Verônica.
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